Solenidade de formatura de 272 soldados da PM, no Anhangabaú
Foto: Luiz Carlos Leite
O Governo do Estado de São Paulo tem investindo na modernização da polícia ao longo dos últimos nove anos. Os recursos são dirigidos à compra de equipamentos e viaturas, informatização da polícia e até a implantação de uma nova política de atuação, como o trabalho integrado das polícias militar e civil, além da ampliação do quadro de funcionários. Só na Capital, entre 1995 e 2003, foram investidos R$ 190,1 milhões. O resultado é a melhoria no atendimento à população, visível nas estatísticas: aumento do número de prisões, redução de casos de seqüestro e crimes violentos.
"As polícias civil, militar e técnico-científica trabalham com equipamento de alta tecnologia no combate ao crime, que permitem planejar suas ações e se antecipar aos crimes, mapeando as áreas com maior incidência criminal", explica o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho. "Permitir que essa situação passe a ser realidade é uma das nossas funções e com uma gestão adequada, a polícia de São Paulo reduziu o número de crimes importantes como homicídio e seqüestro e aumentou o número de apreensões de drogas e de prisões. A polícia de São Paulo é a melhor do país e serve de referência para os outros Estados."
Atualmente, o contingente estadual é de 124.365 mil policiais, entre militares, civis e técnico-científica. Desse total, 52.282 estão sediados na capital, sendo que 38,6 mil na PM, 12,2 mil na PC, e 1,3 mil na PT-C. Em 1995, as três forças somavam cerca de 73 mil homens. Depois de ter recomposto o quadro de policiais, uma das principais metas do governo paulista para 2004 é não ter preso em distrito policial da Região Metropolitana. Para isso, dez presídios serão construídos, com investimento de R$ 110 milhões que já está reservado no orçamento.
O aumento do efetivo para patrulhamento ostensivo é uma das principais tarefas em curso na segurança pública. Em todo Estado, de 2002 até dezembro de 2003, o programa Soldado Temporário contratou 6.107 jovens, homens e mulheres entre 18 e 23 anos, para trabalhar em funções administrativas, o que permitiu liberar igual contingente para o policiamento das ruas.
Em 2002, quando o programa entrou em vigor, foram 5.067 em todo Estado e, deste total, 2.028 na capital. Em 2004, foram 1.040, sendo que 599 na cidade de São Paulo. Além do ampliar o número de PMs no patrulhamento das ruas, o programa possibilitou ao Estado dar o primeiro emprego aos jovens, que podem ficar por até dois anos em serviço administrativo nos quartéis e repartições públicas da PM. Outro reforço no policiamento preventivo/ostensivo veio da liberação de cerca de quatro mil "guardas de muralha".
De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, em todo o Estado são apreendidas 103 armas por dia, uma média de quatro armas por hora. Na Capital, em 2002, foram 12.048 armas apreendidas e, neste ano, dados do terceiro trimestre, um total parcial, indicam que foram 9.575 armas apreendidas.
Entre as metas do governo Alckmin na área da segurança pública está a desativação das carceragens dos 93 distritos policiais da Capital até o final de 2004. Desse total, até outubro de 2003, 34 delegacias e uma cadeia pública já estavam sem presos, que foram transferidos para penitenciárias e CDPs. Depois da derrubada das grades, as delegacias passaram por reformas e algumas delas, caso de seis das 34, viraram "delegacias participativas".
Nessas novas delegacias, o padrão de atendimento busca a eficiência: o atendimento é informatizado, a sala de espera tem televisão e revistas, a entrada é separada para o público em geral e para criminosos, vítima não fica na mesma sala de espera que bandido, evitando constrangimento e intimidação. No local também é dado apoio social e jurídico, trabalho que é feito por estagiários.
Nos últimos nove anos, o Governo do Estado de São Paulo tem investido na melhoria do equipamento para os policiais. Entre 1995 e 2003, foram investidos R$ 435 milhões na compra de viaturas e de equipamentos. A polícia paulista é a mais bem preparada do Brasil, equipada e treinada para usar as metralhadoras, carabinas e as pistolas ponto 40, arma que substitui o revólver calibre 38. Com a ponto 40 é possível dar 33 tiros o que significa que os dois policiais de uma viatura podem dar até 66 tiros. Na Capital, foram mais de cinco mil viaturas na Capital, um total de R$ 131,7 milhões investido desde 1994. Em 2002 foram entregues 1.207 viaturas, 293 motos e 18 bases móveis. Em 2003, já foram entregues 600 viaturas e 100 bases móveis.
Criado em 1997, o policiamento comunitário passou por uma reestruturação há cerca de três anos para melhorar a integração com a população de regiões mais carentes da Capital, locais onde há necessidade de um trabalho diferenciado, além dos atendimentos de ocorrência. O governo paulista investiu mais de R$ 5 milhões na construção de 103 bases comunitárias na Capital.
De acordo com dados publicados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, sobre a criminalidade no município de São Paulo e relativos ao terceiro trimestre de 2003, indicam que os seqüestros diminuíram 61% na comparação com o mesmo período de 2002: 18 casos contra 46. Os casos de latrocínio também caíram 25%, segundo a comparação dos mesmos períodos anteriores, os meses de julho, agosto e setembro de 2002 e de 2003.
O roubo de veículos também apresentou queda de 2%, índice que representa 239 roubos a menos na cidade de São Paulo, comparados os terceiros trimestres de 2003 e de 2002. Aqui, o destaque fica por conta do aumento de veículos localizados, que foi de 4%. Prisões em flagrante e por mandado aumentaram 7% e apreensão de armas de fogo subiu 9% na comparação do terceiro trimestre de 2003 com o mesmo período de 2002.
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