Hospital Estadual da Vila Alpina
Foto: Filipe Araújo
Desde 1995 a prioridade do Governo do Estado na área da saúde tem sido a de aumentar o número de leitos da rede hospitalar. Para isso, investiu mais de R$ 600 milhões na reforma e equipamento de hospitais, em todo Estado, nos últimos nove anos. A prioridade foi a retomada das construções de 16 "esqueletos" de hospitais, obras abandonadas por gestões estaduais anteriores. Cinco deles estão na periferia da capital: Itaim Paulista, Grajaú, Pedreira, Vila Alpina e Sapopemba, e somam 1.122 novos leitos à rede.
Entre leitos novos e reativados, estes provenientes de hospitais que tiveram obras retomadas e dos que foram reformados e ampliados, foram criados cerca de sete mil leitos em todo Estado e, desse total, 3,2 mil leitos na capital. Hoje, os hospitais estaduais têm 22 mil leitos, desse total 11.607 estão na cidade de São Paulo. "A saúde é uma prioridade do governo paulista, no Estado e na capital", afirma o secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas."E, para continuar o trabalho de ampliação da assistência médica, com o aumento do número de leitos e atendimento, estamos investindo R$ 170 milhões na conclusão das obras do Instituto Doutor Arnaldo."
Além de terminar as obras e equipar os hospitais, o governo criou um novo modelo de administração com as Organizações Sociais de Saúde (OSS), entidades sem fins lucrativos e com experiência na área. O Estado repassa a verba para a manutenção da unidade e garante o atendimento 100% gratuito, pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Depois de recuperar as cinco unidades localizadas na periferia da capital, o Governo inicia em 2004 a retomada da obra do 16º "esqueleto": o prédio do Hospital da Mulher, construção paralisada em 1990, agora rebatizado de Instituto Doutor Arnaldo, que está localizado na zona oeste da cidade.
O Governo do Estado destinou cerca de R$ 170 milhões para as obras de retomada do Instituto Doutor Arnaldo. O novo hospital, quando estiver a pleno atendimento, somará mais 500 leitos à rede hospitalar estadual. Ao contrário do projeto inicial, ele não será restrito à saúde da mulher, que ficará com sete dos 24 andares do prédio. Também serão atendidos casos complexos de câncer, doenças infecciosas, Aids, neurocirurgia, transplantados, além dos serviços já previstos nas áreas de ginecologia, gestação de risco e berçário. O novo prédio deve ficar pronto no segundo semestre de 2005.
O Hospital Estadual de Sapopemba, um dos "esqueletos" do programa de recuperação de hospitais, foi entregue em abril último. Cerca de 500 mil moradores da zona leste, Sapopemba e outros 32 bairros vizinhos, serão beneficiados. No início, o atendimento foi dirigido para grávidas e, da capacidade máxima de 220 novos leitos, 21 estão disponíveis. Gradativamente, esse número vai aumentar, assim como outros tipos de atendimento: clínica médica e cirúrgica, pronto-socorro, UTI infantil e de adulto, serviços de diagnóstico com Raio X, ultrassonografia e endoscopia. A partir de 2004, quando estiver em pleno funcionamento, poderá realizar por mês 950 internações, 300 partos, 200 cirurgias e 450 consultas médicas, vai ser uma "extensão" das Clínicas na zona leste.
Rebatizado de Hospital Henrique Altimeyer, o Hospital da Vila Alpina foi entregue à população em dezembro de 2001. Numa primeira etapa, começou a atender com os serviços de ambulatório e centros de diagnóstico. Hospital de grande porte, com capacidade mensal para mais de 1,2 mil internações, 4 mil atendimentos de urgência, 5.284 consultas ambulatoriais e 57 mil exames de laboratório, a unidade beneficia cerca de 230 mil moradores da região de Vila Prudente, também na zona leste da capital.
Em 1998, outros três dos cinco "esqueletos" da capital foram entregues à população. Na zona sul foram os Hospitais do Grajaú e de Pedreira e na Zona Leste, o Hospital Geral do Itaim Paulista. Este último, situado numa região muito carente, acabou se tornando referência no atendimento de parto humanizado e realiza até 500 partos/mês. É um "hospital de portas abertas", o que no jargão médico significa atendimento de qualquer paciente e de qualquer tipo de emergência. O movimento mensal é de cerca de 70 mil pessoas, entre serviços de ambulatórios e pronto-socorro.
Inaugurada em maio de 2003, a UTI pediátrica do Hospital Geral do Grajaú integra as especialidades que já funcionam nesta unidade desde 1998: pronto-socorro, centros cirúrgico e obstétrico, clínicas médica e cirúrgica, ortopedia e maternidade. No pronto-socorro, a média diária de atendimento supera 1,2 mil pacientes. Em caráter de emergência ou de forma eletiva, o hospital atende dia e noite. No Hospital de Pedreira, os números se repetem: de 800 e 1,2 mil pessoas/dia são atendidas no pronto-socorro ou nas especialidades, de cirurgia geral e traumatologia até UTI neonatal.
Apesar de tanto movimento, o Hospital Geral de Pedreira é motivo de orgulho para o Governo paulista e para os moradores da zona sul. No final do último ano, o hospital recebeu um certificado de qualidade e eficiência da Organização Nacional de Acreditação (ONA) do Ministério da Saúde que avaliou o bom trabalho nas áreas de limpeza, pediatria, maternidade, laboratorial, ultrassonografia e radiologia, além do bom atendimento. É o primeiro hospital público estadual da capital a receber o certificado e o 4º no Estado de São Paulo.
Diretório Municipal do PSDB de São Paulo - R. Santo Antônio, 184 - Centro, São Paulo (SP) CEP: 01314-000 - Tel.: (11) 3105-5595 - info@tucano-sp.org.br