O PSDB é o partido de oposição que mais votos conquistou nas eleições municipais 2008. A legenda sai da disputa eleitoral contabilizando quatro prefeituras: Curitiba, Teresina, Cuiabá e São Luís. E, entre as cidades com mais de 200 mil eleitores, o PSDB ficou com nove prefeituras. No total, a legenda tucana assume 786 prefeituras em janeiro de 2009. Além destas cidades, o PSDB apoiou a reeleição de Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo e de Márcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte. Em BH, o PSDB participou de uma aliança informal com o PT. O PSDB surge no cenário político nacional como a principal força da oposição, com 17,5 milhões de eleitores, e é a terceira legenda no ranking, ficando atrás apenas do PMDB e do PT, respectivamente, que formam a base de sustentação do governo federal. Outra importante capital em que o PSDB não apresentou candidatura própria mas obteve um excelente desempenho, foi Rio de Janeiro. Na capital fluminense, o PSDB apoiou o candidato Fernando Gabeira (PV), que teve como vice o deputado estadual tucano Luís Paulo Corrêa da Rocha. O resultado das eleições dividiu a cidade ao meio, o candidato do PMDB, Eduardo Paes, ganhou com uma diferença de pouco mais de 55 mil votos, ou seja: menos do que a lotação do estádio do Maracanã. São Paulo, BH e Rio Ao agradecer o resultado das eleições, o prefeito reeleito Gilberto Kassab disse que "todos nós sabemos o quanto foi importante a participação de José Serra como prefeito, dando qualidade e resultados eficientes. Minha gestão continuou a cumprir com responsabilidade os compromissos assumidos por Serra, agora governador do Estado". Kassab venceu a candidata do PT, ex-ministra do Turismo Marta Suplicy, com uma diferença de 1,3 milhão de votos. Em Belo Horizonte, o prefeito eleito Márcio Lacerda bateu o adversário Leonardo Quintão, do PMDB, por uma diferença de quase 240 mil votos. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, disse que a eleição "é a mais consagradora vitória que poderíamos ter. Muito além de qualquer expectativa que tínhamos antes", comemorou. Em sua primeira aparição pública após o resultado das urnas, o deputado federal Fernando Gabeira elogiou o empenho do seu vice, o tucano Luiz Paulo. "Ele trabalhou muito. Não são todos que têm o privilégio de ter um vice como ele", afirmou Gabeira. Senador Sérgio Guerra O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, comentou segunda-feira (27/10) o resultado das eleições. Além de confirmar o crescimento da legenda tucana, o senador disse que o grande perdedor foi o PT, que sofreu um forte prejuízo político. "O PT perdeu. Perdeu em Porto Alegre (RS), onde já governou por mais de 10 anos; perdeu em BH (MG), que agora não é mais do PT; perdeu em Salvador (BA) mesmo tendo um governador do PT; e sofreu uma derrota humilhante em São Paulo. O PT só ficou com as prefeituras que já tinha: Recife (PE) e Fortaleza (CE)", concluiu o senador. Leia mais em: http://www.psdbeleicoes2008.org.br
A antecipação do debate para a campanha presidencial de 2010 já produz faíscas entre o PT e o PSDB. Irritado com as críticas do assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, que o chamou de "picolé" sem charme, o ex-governador Geraldo Alckmin decidiu entrar na briga. "O PT tem urticária quando a discussão é sobre ética e eficiência no gasto público", reagiu. Candidato derrotado do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Alckmin rebateu as afirmações de Garcia, que ironizou o "choque de gestão" adotado em sua administração à frente do Palácio dos Bandeirantes (2001 a 2006) ao criticar o governador de Minas, Aécio Neves. "O governo Lula não aproveitou o bom momento da economia para fazer as reformas e colhe os frutos do que o PSDB plantou", atacou. As estocadas na direção do PSDB marcaram o encontro de sexta-feira do Diretório Nacional petista, que decidiu apressar a "construção" da candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto. Convencida de que é preciso aumentar a polarização com Aécio e com o governador de São Paulo, José Serra - os dois pré-candidatos tucanos à Presidência -, a cúpula do PT renovou os ataques ao "choque de gestão" e às privatizações defendidas pelo PSDB. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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